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Lista Vermelha 2017: 13% das espécies de aves do mundo encontram-se ameaçadas

Segundo a última atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla inglesa), 13% das espécies de aves do mundo (uma em cada oito) encontram-se ameaçadas e 222 estão criticamente em perigo de extinção.

A atualização publicada pela Birdlife International, indica que para além das espécies classificadas como “criticamente em perigo”, 461 espécies de aves estão agora “em perigo” e 786 estão classificadas como “vulneráveis”. Entre estas espécies, surgem também 21 aves classificadas como “criticamente em perigo” – possivelmente extintas, uma vez que não há registos de avistamentos há vários anos.

Outros dados importantes…
  • Do total de 11.122 espécies de aves atualmente reconhecidas pela BirdLife International e IUCN, 156 espécies foram extintas desde o ano 1500.
  • 5 espécies estão extintas na natureza, apenas sobrevivem em cativeiro.
  • 1.017 espécies poderão num futuro próximo, ser consideradas com estatuto de “ameaças “.
  • 8.417 espécies estão atualmente classificadas como “espécies menos preocupantes” (num futuro não está previsto entrarem na categoria de ” ameaçadas a nível global”.
  • 58 espécies têm dados insuficientes para avaliação do seu risco de extinção.

 

Espécies mais preocupantes:

 Escrevedeira-aureolada (Emberiza aureola) – Uma das aves com maior preocupação sofreu um declínio populacional de 90% desde 1980. Uma das principais ameaças que esta espécie enfrenta é a caça e venda como iguaria gastronómica no mercado negro da China, apesar de ser uma espécie protegida no país.

Papagaio-da-Nova-Zelândia (Nestor notabilis) – Classificado como “em perigo” apresenta elevados riscos de extinção, devido à predação por espécies invasoras e ao facto de inúmeros turistas continuarem a alimentar estas aves com alimentos pouco saudáveis, como pão e batatas fritas.

Corujas-das-neves (Bubo scandiacus) – O seu estatuto passou de “pouco preocupante” para “vulnerável”As mudanças climáticas atingiram esta espécie do Ártico, que com a diminuição de neve, reduziu a disponibilidade de presas.

Gaivota-tridáctila (Rissa tridactyla) – classificada como “vulnerável”, está a ter dificuldade em encontrar alimento durante a época de nidificação, o que reduziu “catastroficamente” a taxa de sobrevivência das suas crias.

 

Espécies em recuperação:

A lista também faz referência a dezenas de aves que viram a sua situação melhorar, entre as quais duas espécies de kiwi, várias corujas e periquitos, entre outros. Com destaque para o pelicano-crespo (Pelecanus crispus), a maior ave de água doce do mundo, que devido a décadas de trabalho de proteção, passou de espécie “vulnerável” a “quase ameaçada”.

A Lista Vermelha, aponta diversas causas para o declínio das espécies, entre as quais:

  • a conversão de habitat natural em terrenos agrícolas;
  • a introdução de espécies exóticas invasoras;
  • a poluição;
  • a urbanização;
  • a sobrepesca que afeta sobretudo as aves marinhas.

 

 

Priôlo dos Açores

Dentro do grupo das aves, e sendo uma boa notícia para Portugal, está o priôlo dos Açores. O priôlo (Pyrrhula murina) é uma ave com 30 gramas, cabeça, asas e cauda pretas e que só vive num cantinho montanhoso da ilha de São Miguel. Estima-se que atualmente existam 1.250 priôlos em todo o planeta, mas em 2003 eram apenas 400. Esta pequena ave açoriana passou do estatuto de ameaçada, que tinha em 2015, para apenas vulnerável em 2016 e assim continuou em 2017.

Segundo a IUCN, “a sua população recuperou do limiar da extinção, graças aos incansáveis esforços de conservação”. Atualmente está a decorrer o terceiro projeto de conservação da ave, LIFE Terras do Prôlo , que termina este ano (2018).

Priôlo do Açores

Red List 2017 – Quirópteros 

A espécie de morcego (Christmas Island pipistrelle) foi declarada Extinta na Lista Vermelha da UICN em 2017, depois de extensas pesquisas desde o último registo, em agosto de 2009, não terem encontrado esta espécie novamente. Devido aos detetores de morcego ultra-sónicos, existe um alto grau de certeza de que esta espécie esteja atualmente extinta. Como principais razões para o declínio e extinção deste morcego são apontadas: a perda de habitat, predação e perturbação por espécies invasivas, mudança de habitat e presas reduzidas de invertebrados.

O estatuto de conservação da espécie de morcego (Pteropus rodricensis) alterou-se de “criticamente me perigo” para apenas “em perigo”.  Esta alteração deve-se ao sucesso das ações de conservação em curso, que incluem um programa de melhorias em cativeiro bem sucedido que envolve 46 jardins zoológicos em todo o mundo, restauração do habitat natural, proteção de bacias hidrográficas e programas de consciencialização e educação. A sua população aumentou de apenas 4.000 em 2003 para cerca de 20.000 indivíduos em 2016. No entanto, a sobrevivência futura dessa espécie depende muito de esforços de conservação contínuos e cenários futuros das mudanças climáticas.

Em que consiste a Lista Vermelha da IUCN?

A Lista Vermelha da UICN consiste numa ferramenta científica que ajuda a verificar, se uma espécie, planta ou animal, corre o risco de se tornar extinta. A lista disponibiliza informações sobre uma espécie através de vários critérios (declínio da espécie nos últimos anos, a sua distribuição, número de indivíduos, etc).

Ao longo das últimas cinco décadas, à medida que o conhecimento sobre o mundo natural aumentou, o processo de avaliação tornou-se mais rigoroso.

Até agora, foram avaliadas cerca de 83 mil espécies, principalmente animais. Cerca de 30% estão ameaçados de extinção.

Fontes: TheuniplanetGreensavers, Birdlife

Um dos serviços prestados pela equipa da NOCTULA – Consultores em Ambiente é a Monitorização de Sistemas Ecológicosnomeadamente:

  • Monitorização de Aves,
  • Monitorização Mamíferos terrestres, marinhos e voadores,
  • Monitorização de Fito e Zooplâncton, Invertebrados, Herpetofauna (anfíbios e répteis),
  • Monitorização de Flora, Vegetação e Habitats.

 

Alguns trabalhos realizados:

 

Caso necessite de algum serviço na área da Monitorização de Sistemas Ecológicos, não hesite em contactar-nos através do número 232 436 000.

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