Atualização da Lista Vermelha da UICN retira lince do “Perigo Crítico” de extinção

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A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla inglesa) decidiu reclassificar o Lince-ibérico (Lynx pardinus) e retirar este animal da “lista vermelha” das espécies que estão em “Perigo Crítico” de extinção e passá-lo para a categoria “Em Perigo”.

Durante anos, o Lynx pardinus foi considerado o felino mais ameaçado do mundo devido à sua distribuição extremamente reduzida e fragmentada.

Depois de 60 anos de declínio da população, entre 2002 e 2012 o tamanho da população de lince aumentou de forma contínua, passando dos 52 para os 156 indivíduos adultos, de 27 fêmeas reprodutoras para 97. Além disso, a área de presença deste felino também aumentou consideravelmente. “Isto deveu-se à conservação intensiva, incluindo a recuperação das populações de Coelho-bravo, a sua principal presa, a monitorização da captura ilegal, a reprodução da espécie, programas de reintrodução e sistemas de compensação para os proprietários agrícolas que tornam as suas propriedades compatíveis com as necessidades do lince”, explica a IUCN.

Esta espécie pode ser encontrada em duas regiões: sudeste de Portugal e sudoeste de Espanha. Existem duas populações estáveis em Espanha, mais concretamente Doñana-Aljarafe e Cardena-Andújar. Além destas, têm sido reintroduzidos linces em quatro outras regiões para tentar criar novas populações: Guadalmellato (Córdova) e Guarrizas (Jaén), ambas na Andaluzia, Hornachos-Valle del Matachel (Extremadura espanhola), Campo de Calatrava e Montes de Toledo (Castela-La Mancha) e no Vale do Guadiana (Portugal).

lince ibérico espanha

Estas são notícias fantásticas para o Lince-ibérico e uma excelente prova de que a conservação funciona mesmo”, disse Urs Breitenmoser, co-presidente do Grupo de Especialistas em Felinos da Comissão da Sobrevivência das Espécies da UICN. “Contudo, o trabalho está longe de estar terminado e devemos continuar o nosso esforço de conservação para garantir a expansão da espécie e o crescimento das populações no futuro”, acrescentou.

Miguel Simón Mata, coordenador do Programa de Recuperação do Lince (Life Iberlince) para a Andaluzia, pensa o mesmo, referindo, nomeadamente, que é preciso conhecer a evolução das doenças que afectam o Coelho-bravo, recuperar ao máximo as densidades de coelho, minimizar as mortes por atropelamento e consolidar as áreas de reintrodução até conseguir populações ligadas entre si.

Esta atualização da Lista Vermelha da IUCN confirma que a conservação eficaz pode produzir excelentes resultados“, diz Inger Andersen, diretora geral da IUCN. “Salvar o Lince-ibérico da beira da extinção ao mesmo tempo garantir a subsistência das comunidades locais é um exemplo perfeito.”

O que é a Lista Vermelha da IUCN?

A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) das espécies ameaçadas, também conhecida como Lista Vermelha da IUCN ou, em inglês, IUCN Red List ou Red Data List, foi criada em 1963 e constitui um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécies de plantas, animais, fungos e protistas.

A Lista Vermelha da IUCN inclui 77 340 espécies avaliadas, das quais 22 784 estão ameaçadas de extinção. A perda e degradação de habitat são identificados como a principal ameaça para 85% de todas as espécies descritas na Lista Vermelha, com o comércio ilegal e espécies invasoras também sendo principais motores do declínio da população.


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Dois dos muitos trabalhos realizados pela NOCTULA nesta área são, nomeadamente: Monitorização de Tartaranhão-caçador no parque eólico de Negrelo e Guilhado e Atividade e mortalidade de Aves e Quirópteros – Parque Eólico Testos II.


Fonte: Wilder

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