12 corredores ecológicos essenciais para a circulação da vida selvagem na Península Ibérica

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A organização World Wide Fund for Nature (WWF) espanhola apresentou recentemente um mapa com os 12 corredores ecológicos imprescindíveis para a circulação da vida selvagem na Península Ibérica.

O relatório intitulado de “Auto-estradas selvagens – “Proposta para uma rede estratégica de corredores ecológicos entre espaços da Rede Natura 2000”, baseia-se no trabalho de vários especialistas da Universidade Politécnica de Madrid e apresenta os 12 corredores ecológicos que é preciso preservar, para “garantir a conectividade de espaços naturais e a mobilidade da fauna e flora ibérica”.

A WWF espanhola salientou no relatório, que Espanha tem 27% do território protegido, mais concretamente pela Rede Natura 2000, “mas não há uma adequada ligação entre esses espaços”. Grande parte deles estão afastados entre si pela proliferação de infra-estruturas como estradas ou por fatores como a desflorestação ou a agricultura intensiva.”

Segundo algumas estimativas, a construção de infraestruturas causou uma redução de 50% no número de mamíferos selvagens em Espanha. Além disso, a expansão da agricultura intensiva “criou desertos de fauna e vegetação natural, nos quais os animais não têm refúgios para se reproduzir ou abrigar”.

As espécies afetadas são muito variadas, incluindo:

  1. linces-ibéricos,
  2. ursos-pardos,
  3. veados,
  4. raposas,
  5. corujas e mochos,
  6. lontras, etc…

Para tentar resolver o problema, este estudo identificou:

  1. 12 corredores prioritários para a fauna se deslocar na Península Ibérica;
  2. 17 pontos críticos nesses corredores que é preciso corrigir.

Entre os 12 corredores ecológicos, como o Corredor do Douro ou o Corredor Sierra Morena – Montes de Toledo, está o Corredor Português, na zona interior Norte e Centro e ainda em parte do Alentejo.

Para o organização ambiental WWF, este mapa pretende mostrar que “a natureza tem as suas próprias vias de comunicação, ainda que estejamos a ignorá-las.” A organização alerta, dizendo que “devemos respeitar e recuperar os corredores ecológicos, para garantir o futuro da nossa biodiversidade”.

Santiago Saura, diretor da equipa de investigadores do estudo, afirma que “os corredores em melhores condições de conservação tendem a estar concentrados ao longo dos principais maciços montanhosos de Espanha, enquanto que os pontos mais frágeis tendem a atravessar paisagens com um intenso uso agrícola e baixa cobertura florestal“.

Os 17 pontos críticos foram identificados por toda a Península Ibérica. A WWF explica que estes pontos críticos,“têm um papel de ligação ecológica vital, mas estão muito degradados, como por exemplo, as estreitas faixas de bosques ao longo das ribeiras, rodeados de campos de agricultura intensiva”.

A WWF pede que esta proposta seja uma “ferramenta de uso diário no ordenamento do território e de consulta obrigatória antes da aprovação de novas políticas e projetos que prejudicam a biodiversidade e as infraestruturas naturais”.


Leia ainda os seguintes artigos:

  1. Passagens Verdes: Como ajudar os animais a atravessar a estrada?
  2. Lince Ibérico entre os mamíferos carnívoros mais ameaçados pela exposição a vias rodoviárias

No âmbito da construção e exploração de infraestruturas rodoviárias a NOCTULA – Consultores em Ambiente participou em vários projetos, tendo sido responsável, nomeadamente na:

— Elaboração do Guia de Identificação de Animais Atropelados na Subconcessão do Douro Interior;

— Monitorização do Efeito de Exclusão sobre a Fauna no Lote 8 da Subconcessão rodoviária do Douro Interior;

— Monitorização de Quirópteros e de Flora no Lote 7 da Subconcessão rodoviária do Pinhal Interior.

Conheça os serviços que a NOCTULA – Consultores em Ambiente tem prestado a infraestruturas como Concessões Rodoviárias.


Fontes: wilder

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