Quando se realiza uma obra, como uma estrada, uma central solar ou um parque eólico, é quase impossível evitar totalmente o impacte que essas intervenções têm no ambiente. No entanto, há formas de reduzir esses efeitos negativos, tanto durante a construção como depois, na fase de exploração. A essas ações designamos de medidas de minimização ou mitigação ambientais.
Neste artigo, apresentamos 6 exemplos concretos de como é possível proteger a natureza mesmo em projetos de grande dimensão.
Minimizar e mitigar: qual a diferença?
As medidas de minimização/mitigação e compensação ambientais têm como objetivo central minimizar os potenciais impactes relativos à instalação de infraestruturas em áreas com uma envolvente rica em biodiversidade.
Minimizar: Agir antes ou durante o projeto para reduzir a intensidade dos impactes.
Exemplo: Definir áreas de menor sensibilidade, evitando áreas protegidas ou áreas que afetem linhas de água.
Mitigar: Aplicar medidas durante ou após a execução para diminuir os impactes já provocados.
Exemplo: Revegetação de áreas degradadas ou criação de corredores ecológicos.
Minimização/Mitigação | 6 exemplos concretos
Quando não é possível evitar o impacte, entram em ação medidas de minimização ou mitigação, aplicadas durante e após a construção ou operação do projeto.
Paragem temporária de turbinas eólicas
As turbinas eólicas produzem energia limpa, mas podem afetar aves e morcegos, principalmente em épocas de migração ou reprodução. Para evitar mortes, é possível usar sistemas que monitorizam o voo desses animais e, se necessário, parar as turbinas por algumas horas. Esta pausa temporária ajuda a proteger a fauna sem causar grande impacto na produção de energia.
Barreiras contra o ruído (barreiras acústicas)
O barulho das obras ou de algumas infraestruturas pode incomodar muito quem vive perto e também os animais. Uma solução simples é instalar barreiras sonoras, como painéis, que ajudam a reduzir o ruído.
Corredores ecológicos em centrais solares
As centrais solares ocupam grandes áreas e podem dificultar a passagem de animais. Este problema pode ser minimizado através de faixas de vegetação natural entre os painéis solares, criando “corredores verdes”. Esses caminhos seguros permitem que os animais continuem a circular pelo seu habitat.
Revegetação com espécies nativas
Depois de uma obra, é essencial recuperar o espaço intervencionado. Uma das melhores formas de mitigar os impactes provocados, consiste em plantar espécies nativas da região, ou seja, plantas que já existiam de forma natural naquela zona. Esta medida ajuda a reconstruir o habitat, controlar a erosão e aumentar a biodiversidade.
Monitorizações ambientais
Acompanhar parâmetros como qualidade da água, do ar, monitorizações do ambiente sonoro e monitorizações dos sistemas ecológicos, como fauna e flora, durante toda a execução do projeto, são essenciais para ajustar medidas conforme necessário.
Passagens de fauna em estradas e ferrovias
Estradas e ferrovias podem interromper os caminhos naturais dos animais, aumentando o risco de atropelamentos. Como medida de mitigação podem construir-se passagens específicas para fauna, como ecodutos (pontes verdes) ou túneis subterrâneos, que permitem a passagem segura e mantem os ecossistemas ligados.
Quando não são adotadas medidas para reduzir os impactes ambientais, os projetos podem causar danos graves à natureza e às comunidades. A fauna pode sofrer com a morte de animais, perda de habitats e fragmentação dos ecossistemas. O ruído excessivo e a poluição da água podem afetar a saúde das pessoas e dos animais. Além disso, a falta de cuidados na recuperação das zonas intervencionadas pode levar à erosão do solo e à perda de biodiversidade.
A falta de medidas ambientais para minimizar e/mitigar os impactes pode trazer também sérias consequências para os próprios projetos. Além dos danos ao ambiente e à comunidade, os promotores podem enfrentar multas pesadas, processos legais e até a reprovação ou suspensão do licenciamento ambiental, impedindo a conclusão das obras e perdas financeiras significativas.
Implementar medidas de minimização e mitigação não é só uma questão ambiental, mas também uma forma de garantir a viabilidade e sustentabilidade dos projetos.
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A NOCTULA – Consultores em Ambiente apoia na elaboração e implementação de Planos de Gestão e Monitorização de Sistemas Ecológicos, nomeadamente:
- Fito e Zooplâncton
- Flora, Vegetação e Habitats
- Entomofauna (Invertebrados)
- Herpetofauna (anfíbios e répteis)
- Macroinvertebrados
- Ictiofauna
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- Mamíferos voadores – quirópteros (morcegos)
- Mamíferos terrestres
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Para além da monitorização de Sistemas Ecológicos, a NOCTULA apoia na elaboração e implementação:
- Planos de gestão para espécies específicas de fauna e flora;
- Medidas de minimização e compensatórias de impactes sobre as mesmas.
Trabalhos coordenados pela NOCTULA – Consultores em Ambiente:
Medidas de minimização de impactes ambientais – Aproveitamento Hidroelétrico
Levantamento e identificação de espécies arbóreas protegidas – Central Solar Fotovoltaica
Delimitação e caracterização das manchas de povoamentos de sobreiros – Central Solar Fotovoltaica
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