Portugal sobe 10 posições no ranking de Sustentabilidade Energética

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Foi recentemente divulgado o World Energy Trilema Index 2020, relatório elaborado pelo Conselho Mundial de Energia e pela consultora Oliver Wyman, que classifica 130 países em função dos progressos realizados a caminho da sustentabilidade energética.

Portugal ocupa atualmente a 19ª posição no ranking mundial de sustentabilidade energética, subindo 10 posições face a 2019. No entanto, na realidade, Portugal tem 21 países à sua frente, já que há dois classificados a ocupar, em simultâneo, a quarta e a quinta posição: Finlândia e Áustria e França e Reino Unido, respetivamente.

Para este relatório são consideradas e avaliadas três dimensões:

  1. segurança energética;
  2. equidade energética;
  3. sustentabilidade ambiental.

Na classificação geral do índice Trilema (que engloba as três vertentes), Portugal obteve a pontuação final de 76,8.

No que diz respeito ao parâmetro segurança energética, Portugal apresenta uma classificação de 63,7 pontos, posicionando o país na 33ª posição neste domínio. A segurança energética refere-se à capacidade dos países em satisfazerem a procura atual e futura de energia. Nesta categoria, o top 10 é ocupado por países com reservas importantes de hidrocarbonetos, juntamente com países centrados na diversificação e descarbonização dos seus sistemas energéticos, principalmente através de investimentos em energia solar e eólica. Países como o Canadá, Finlândia e Roménia estão no topo da lista.

Na equidade energética, que se refere à capacidade de garantir o acesso a uma energia economicamente acessível e segura, “fator-chave da prosperidade económica”, Portugal conseguiu uma das melhores classificações, com 92,2 pontos.

Por fim, a sustentabilidade ambiental que representa o caminho para a descarbonização, é liderada pela Suíça, Suécia e Noruega, países que dispõem de um “sistema energético diversificado, suportado por decisões políticas com vista à redução de emissões, juntamente com a implementação de medidas de eficiência energética“. Portugal conseguiu 78,1 pontos em sustentabilidade, o que o coloca no 22º lugar da classificação, fruto do compromisso do país em atingir a neutralidade climática em 2050, de acordo com o Plano Estratégico de Energia e Clima que o Governo apresentou em 2019.

Em comparação com o ano de 2019, os primeiros 10 lugares do ranking World Energy Trilema Index 2020 voltam a ser ocupados por países da OCDE, liderado pela Suíça, Suécia e Dinamarca, países que revelam progressos ao nível da sustentabilidade e da segurança energética. O estudo refere que “os investimentos feitos ao longo do tempo em energia eólica e solar deram lugar a uma redução em paralelo de emissões e a uma diversificação dos seus sistemas energéticos”.

O estudo destaca ainda que apenas 8 países conseguiram em 2020, alcançar um balanço de classificação AAA, contra os 10 países que tinham conseguido no ano anterior. No lote de países encontra-se a Suíça, Dinamarca, Áustria, França e Reino Unido, que mantêm a sua posição na primeira parte da tabela. Portugal obteve uma classificação BBA.

Segundo o relatório, a taxa de melhoria no desempenho geral continua a aumentar, com “metade dos países a melhorarem os seus resultados gerais desde 2015”. Os três países com melhorias mais acentuadas neste parâmetros foram: o Camboja, Myanmar e Quénia.

Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Uruguai também tiveram melhorias bastante consideráveis e por isso, encontram-se atualmente no top 20 do ranking.

 

Em comunicado pode ler-se que “a crise pandémica está a ter um impacto profundo no ritmo e na direção da transição energética global”. No entanto, a “criação de um ambiente mais sustentável é considerada uma das alavancas-chave na retoma económica, impulsionada principalmente pelas expectativas da sociedade, da tecnologia e das preferências dos consumidores”.

A secretária-geral do Conselho Mundial de Energia, Angela Wilkinson, defende queo índice permite às nações aprenderem umas com as outras, sobre o que funciona e o que não funciona entre a sociedade.

Conheça em detalhe todas as conclusões deste estudo.

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Fontes: Dinheiro Vivo; worldenergy

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