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União Internacional para a Conservação da Natureza publica “Estatutos Verdes” de 181 espécies

Nos últimos anos a União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature (IUCN) tem estado a testar um novo método para medir com eficácia o sucesso dos programas de conservação de espécies espalhados um pouco por todo o mundo.

Recentemente publicou os “Estatutos Verdes” para as primeiras 181 espécies, incluindo algumas que ocorrem em Portugal como a águia-pesqueira (Pandion haliaetus), a foca-monge-do-mediterrâneo (Monachus monachus) e o escaravelho Tarphius floresensis, endémico da ilha das Flores, nos Açores.

Este é o primeiro método padronizado a nível mundial que permite monitorizar a recuperação das espécies, avaliar o sucesso dos programas de conservação e melhorar a compreensão do estado da vida selvagem no mundo.

Os Estatutos Verdes das Espécies foram publicados através de um artigo científico, na revista Conservation Biology, que indica que 60% das espécies foram consideradas “amplamente” ou “criticamente” esgotadas, ou seja, estão num ponto critico de extinção.

O Estatuto Verde das Espécies da UICN será integrado na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas. Segundo os autores, juntos poderão dar uma imagem mais completa do estatuto de conservação das espécies, incluindo tanto o risco de extinção como o progresso a nível de recuperação.

A Lista Vermelha da IUCN, criada em 1963, constitui um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécies de plantas, animais e fungos. A integração dos Estatutos Verdes irá ser um complemento importante que permitirá acompanhar a recuperação das espécies.

Segundo a IUCN, o Estatuto Verde classifica as espécies em 9 categorias, que indicam até que ponto estão recuperadas ou a entrar em níveis preocupantes de extinção. Cada avaliação analisa:

  • o impacto das medidas de conservação;
  • a dependência de uma espécie de ajuda contínua;
  • quanto uma espécie tem a ganhar com as medidas de conservação nos próximos 10 anos;
  • o potencial que tem para recuperar no próximo século.

Os principais responsáveis pela implementação desta nova metodologia, pretendem que os Estatutos Verdes, ajudem a orientar as ações dos planos de conservação, de forma a se cumprirem as metas nacionais e internacionais definidas para 2030.

Fontes: Wilder; Expresso

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