Google funciona 100% a energia renovável

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Google 100% verde em 2017

Todas as operações globais da Google, incluindo os seus centros de dados e escritórios, começaram a ser alimentados apenas com energia renovável, já desde o início do ano 2017. Utilizando apenas energia renovável, este gigante da Internet, consolida-se como o maior comprador corporativo de eletricidade limpa.

“É um marco enorme”, classifica a multinacional. A Google já era a maior compradora de energia renovável no setor da tecnologia em 2016, com 44% da sua energia a funcionar a energia solar ou eólica. Mas a partir do início do ano 2017, a percentagem vai aumentar para os 100% e o ambiente agradece, uma vez que a empresa chegou a ser responsável pelo consumo de 0,01% de toda a eletricidade do planeta.

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A Google foi uma das primeiras corporações a criar contratos de longo prazo em grande escala para comprar energia renovável. Assinaram o primeiro acordo para comprar toda a eletricidade de um parque eólico de 114 megawatts em Iowa em 2010, no entanto, atualmente são o maior comprador corporativo de energia renovável do mundo, com compromissos de 2,6 gigawatts (2.600 megawatts) de energia eólica e solar. Estes números são duas vezes maiores aos números atingidos pela número dois da lista, atribuído à Amazon.

Foram necessários vários anos para que a Google conseguisse atingir este grande objetivo corporativo, uma vez que os contratos e os acordos tiveram de ser celebrados em todos os locais onde a empresa opera. Gary Demasi, director global de infra-estruturas e energia, explicou à Reuters que, no total, celebraram “19 novos acordos” com empresas de energias renováveis. Para prevenir a oscilação de preços, a empresa precisou de fazer contratos a longo prazo, com a duração de dez anos.

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Apesar de estarem conscientes da emissão de gases de efeito estufa e da sua pegada de carbono, as preocupações não foram apenas ambientais. “Também se tratou de bloquear preços a longo prazo”, explica Marc Oman, líder de energia europeu da Google.

O custo das energias solar e eólica tem caído bastante e os preços são muito mais estáveis do que os das fontes tradicionais baseadas em carbono, como é o caso do carvão. Urs Hölzle, vice-presidente das infra-estruturas técnicas da Google, afirma que “ao longo dos últimos seis anos, o custo da energia eólica e solar desceu 60% e 80%, respectivamente, comprovando que as energias renováveis são cada vez mais um opção de baixo custo”. Urs Hölzle refere ainda que “os custos de eletricidade são um dos maiores componentes das nossas despesas operacionais nos nossos centros de dados, e ter um custo estável a longo prazo de energia renovável fornece proteção contra oscilações de preços de energia.”

Desta forma a empresa pretende investir e fomentar a produção de energia sustentável mundial, principalmente nas regiões onde seus centros de dados estão instalados e onde a empresa possui operações significativas, como é o caso dos Estados Unidos, Chile e algumas cidades da Suécia.

Google vai funcionar 100% a energia renovável

O Google assegura que este é caminho certo para que todas as suas necessidades energéticas sejam provenientes de renováveis, não negando que para além da energia eólica e solar, poderá vir também a utilizar energia nuclear. “Estamos a olhar para todas as formas de energia com baixa emissão de carbono”, explica Oman.

Enfrentar as mudanças climáticas é uma prioridade global urgente. A Google acredita que o setor privado, em parceria com lideranças políticas, deve dar passos ousados de forma a gerar crescimento e oportunidades. Hölze considera que a empresa tem responsabilidades, tanto para com os seus utilizadores como para com o meio ambiente. É nesse sentido, que empresa garante também estar a trabalhar na sustentabilidade energética de outras empresas da Alphabet, da qual faz parte desde 2015.

E porque a luta contra os problemas ambientais deve ser um esforço de todos, outros gigantes do setor tecnológico como a Apple, Facebook, o IKEA ou a Starbucks, também aderiram a uma campanha para atingir o mesmo objetivo de sustentabilidade energética.

Fonte: Público, The Guardian

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