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Estudo de Indicadores de Biodiversidade e do Solo – Sistemas Agrivoltaicos

A instalação de painéis fotovoltaicos em terrenos agrícolas é uma atividade relativamente recente no nosso país, pelo que ainda se desconhecem os impactos sob a entomofauna das culturas onde se instalam os painéis. No entanto, estima-se que a instalação dos painéis afete variáveis microclimáticas, como a temperatura e a radiação solar, sob a superfície do solo útil.

A instalação de painéis fotovoltaicos em terrenos agrícolas visa beneficiar tanto a produção de energia como a produção agrícola, pelo que deve ser considerada a convivência desses dois usos do solo: produção agrícola e energia.

Com o objetivo de avaliar o efeito dos painéis fotovoltaicos instalados em campos agrícolas, a NOCTULA – Consultores em Ambiente, juntamente com entidades parceiras, pode auxiliar os promotores de projetos Agrivoltaicos na elaboração de um Estudo do Impacte a nível Ambiental de Sistemas Agrivoltaicos sob os principais indicadores da biodiversidade e do solo, nas três fases distintas do projeto:

  • Situação de Referência (fase de pré-construção);
  • Fase de construção;
  • Fase de Exploração (com duração estimada de 20 anos).

 

Indicadores a estudar:
  • Entomofauna;
  • Stock de Carbono (C) no solo;
  • Flora e vegetação.
Entomofauna

A monitorização de artrópodes (animais invertebrados) é um dos métodos usados para a avaliação de impactes ambientais, pois alguns grupos/organismos respondem muito rapidamente a alterações ambientais e a perturbações no seu habitat.

A Entomofauna presente numa região está muito ligada aos habitats/culturas existentes nessa mesma região, podendo os artrópodes ser considerados bons indicadores ecológicos dos impactes que os painéis fotovoltaicos venham a causar nas culturas presentes em cada área onde venham a ser instalados.

Metodologia utilizada: Monitorização com armadilhas de solo (pitfall traps) para amostragem de artrópodes de solo e armadilhas cromotrópicas, adesivas amarelas para insetos voadores. Também poderão ser usadas outras técnicas de amostragem como por exemplo a técnica dos batimentos e ou “pan traps“.

As amostragens realizam-se no período entre a primavera e o outono de cada ano, tentando que as datas coincidam nos anos seguintes ao primeiro ano em que se realizar a amostragem (Fase de pré-construção).

Os artrópodes recolhidos serão sujeitos a um processo de triagem e identificação em laboratório. Os resultados estarão centrados nos indicadores de padrões de abundância, diversidade e riqueza. A análise e interpretação será baseada em análise estatística para que se identifiquem potenciais impactes e respetivas significâncias.

Balanço do carbono do solo

A avaliação do stock de carbono no solo é distinta nas várias fases de implantação do projeto: (1) Situação de Referência, (2) Fase de construção e (3) Fase de exploração.

Situação de Referência

Em primeiro lugar, é necessário avaliar a situação de referência de stock de Carbono no solo (nível de base). O teor de Carbono Orgânico do Solo (COS) depende de variáveis climáticas, geológicas, topográficas, tipo de vegetação/cultura e práticas de gestão agrícola nos últimos 20 anos. Para tais efeitos, é recomendável fazer um inventário de COS na exploração agrícola.

Para avaliar o stock de COS o método a utilizar será a oxidação em meio ácido. De maneira a obter informação da taxa de respiração de solos, isto é, emissões diárias de CO2, é necessário fazer a determinação da taxa de mineralização de COS.

Fase de construção

Em segundo lugar, é necessário avaliar o impacto da maquinaria pesada sob o balanço de COS no momento da instalação dos painéis fotovoltaicos. Para isso, propõe-se duas atuações: mitigação e avaliação do impacto da obra sobre a perda de solo por erosão.

Fase de exploração

Em terceiro lugar, é recomendável proceder a uma avaliação do SOC fixado pelo solo no final do ciclo de vida do projeto de painéis fotovoltaicos, usando a mesma metodologia em fase de referência, ou seja, através do inventário de SOC e nova avaliação do stock e taxa de mineralização de SOC.

Flora e vegetação

A metodologia a desenvolver para o estudo da flora e vegetação incluirá um conjunto de inventários a realizar no terreno. Esses inventários serão realizados nas épocas do ano mais adequadas à deteção da maior parte das espécies potencialmente presentes em cada área a estudar.

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