Cerca 421 milhões de aves desapareceram dos céus europeus

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A Europa atravessa grandes dificuldades no que respeita à biodiversidade. Os números apresentados por um estudo publicado na revista Ecology Letters são alarmantes. Desde o início dos anos 80, cerca 421 milhões de aves desapareceram dos céus europeus.

O estudo relembra que em 1980 perto de 2,06 mil milhões de aves de 144 espécies sobrevoavam os céus da Europa. Atualmente os cientistas indicam que perto de 421 milhões de aves não resistiram às ameaças ambientais graves que a Europa e mundo atravessam.

A biodiversidade global está a sofrer um declínio sem precedentes e os esforços de conservação para reverter ou pelo menos retardar a taxa concentraram-se principalmente nas espécies menos abundantes, ou seja, as espécies em ameaças de extinção, afirma o estudo. Menos atenção tem sido dada à diminuição de espécies mais comuns, o que é preocupante, porque estas são importantes para a funcionalidade do ecossistema. Embora possam constituir uma pequena proporção da riqueza de espécies, as espécies comuns muitas vezes definem a estrutura, o caráter e a dinâmica dos ecossistemas, indica o estudo.

Felosa-musical (Phylloscopus trochilus) – Fonte: Pixabay

Já em 2009, o declínio destas espécies era bastante visível, com os números a não deixarem margens para dúvidas. Das cerca de 2,06 mil milhões de aves nos anos 80, no fechar da primeira década do século XX já só restavam 1,64 mil milhões, correspondente a um decréscimo na ordem dos 20%. E houve espécies especialmente afetadas, caso do pardal-comum (Passer domesticus), o estorninho-malhado (Sturnus vulgaris), a laverca (Alauda arvensis) a felosa-musical (Phylloscopus trochilus) e o pardal-montês (Passer montanus).

Os números revelados são um grande motivo de preocupação!

Quais as verdadeiras consequências desta situação na biodiversidade europeia e no meio ambiente a nível mundial?

Com um papel importantíssimo no ecossistema, as aves comuns têm a seu cargo importantes funções na estruturação e funcionamento dos ecossistemas, como por exemplo: o controlo de pragas, polinização e dispersão de sementes, que desta forma ficam completamente comprometidas. Este é um claro indicador de degradação ambiental da Europa, defendem os autores do estudo. “as espécies comuns estão presentes um pouco por toda a parte e os seus números estão ligados à deterioração da qualidade do ambiente.”

Pardal-comum (Passer domesticus) Fonte: Pixabay

A grande expansão da agricultura e a construção urbana pouco respeitadora da biodiversidade local, são apontados como factores para a perda e fragmentação do habitat natural das espécies.

Os autores do estudo afirmam no entanto, que estas conclusões funcionam “um pouco como um grito de alerta de que precisamos começar a tentar descobrir o que está a causar estes declínios, para que possamos examinar formas de os travar e quem sabe, reverte-los”, declara Richard Inger, autor do estudo.


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Fontes: Aves de Portugal, GreenSavers

Foto de destaque: Pixabay

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