Ferrock – o cimento que absorve CO2

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O químico ambiental David Stone, da University of Arizona, criou um potencial substituto para o cimento, que necessita de muito menos energia para ser produzido, chamou-lhe Ferrock.

O cimento é considerado a fundação da civilização moderna, é o material que sustenta vias de comunicação, pontes e edifícios de todos os tamanhos. No entanto, uma das desvantagens do cimento é que tem uma grande pegada de carbono, ou seja, tem um grande impacte ambiental.

O químico ambiental David Stone criou um potencial substituto para o cimento, que necessita de muito menos energia para ser produzido, chamou-lhe Ferrock.

Segundo uma entrevista de David Stone à estação televisiva americana PBS, o produto semelhante ao cimento foi criado em laboratório por acidente, enquanto fazia experiências com ferro. A ideia era impedir que o metal enferrujasse e endurecesse, mas aconteceu algo diferente: “Começou a borbulhar e a respingar. E pensei, bem, isto não resultou. No dia seguinte, quando cheguei, fui ver o material ao lixo. Percebi que ele não estava apenas duro: ficou muito duro, como um metal vítreo”, explicou o cientista ambiental.

Os metais vítreos (ou amorfos) têm uma estrutura semelhante ao vidro, que, na verdade, os tornam mais rígidos e menos frágeis que metais comuns.

Por ano, 4 mil milhões de toneladas de cimento são produzidas para fazer betão (cimento, água, areia/gravilha). Por cada tonelada de cimento produzido, cerca de uma tonelada de dióxido de carbono é libertado para a atmosfera.

O químico ambiental David Stone criou um potencial substituto para o cimento, que necessita de muito menos energia para ser produzido, chamou-lhe Ferrock.

Como se forma o Ferrock – cimento que absorve CO2?

O Ferrock é feito a partir de resíduos de indústrias de siderurgia (pó de aço), que normalmente não são reciclados, e sílica, obtida de vidro moído.

Essa mistura de produtos químicos absorve CO2 da atmosfera e aprisiona-o, como explica a Universidade do Arizona: “O Ferrock só endurece quando exposto a altas concentrações de dióxido de carbono, que é absorvido e preso, fazendo com que este material seja “carbono negativo”. Este gás com efeito de estufa espalha-se na mistura húmida e reage com o ferro, criando carbonato de ferro e tornando-se parte da matriz mineral do material.”

“Além disso, o material resiste melhor que o cimento a fraturas e quebras. Como o material endurece à medida que o pó de ferro enferruja, pode ser usado em água salgada e outros ambientes corrosivos. E não requer o mesmo processo de produção do cimento, que consome muito calor.”

Veja a entrevista a David Stone, na PBS:

Fontes: University of Arizona, PBS, Diário Digital

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