ICNF desenvolve plataforma que permite saber quando pode ou não fazer queimadas

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O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)em colaboração com a GNR e a Associação Nacional de Municípios, desenvolveu uma plataforma informática que permite aos cidadãos saber se têm condições para realizar queimadas com restos de vegetação.

A nova aplicação permite efetuar pedidos de autorização de queimadas extensivas e avaliação de queima de amontoados, bem como simplificar e facilitar o acesso aos pedidos e respetivas respostas.

O novo sistema informático gera uma reposta automática, que identifica as condições de risco para o dia solicitado, com base num conjunto de informações como:

  1. a perigosidade;
  2. a meteorologia;
  3. o número de incêndios registados em tempo real nos últimos dias.

Se se verificar um pico de incêndios fora do habitual, o ICNF não aconselhará a realização da queima ou queimada.

Para ter acesso a este serviço, o requerente terá que aceder e registar-se na aplicação através do site do ICNF ou diretamente no link: https://fogos.icnf.pt/InfoQueimasQueimadas/ e solicitar autorização da queimada ou avaliação da queima em três passos:

– identificação da ação;

– identificação do local e data da ação;

– obtenção de resposta por SMS e/ou por email.


Como o acesso à Internet é mais difícil no interior do país e esse meio é pouco usado por parte da população mais velha, este sistema tem ainda uma linha de apoio (808 200 520), que funciona nos dias úteis das 9h às 21h, permitindo esclarecer dúvidas e ajudar a efetuar o registo na aplicação.


A plataforma permite ainda saber se a queimada integra o período crítico, que normalmente decorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro, altura em que este tipo de ações está proibida.

O uso do fogo encontra-se associado a várias práticas agrícolas e florestais, no entanto, são vários os casos em que estas atividades se descontrolam e originam grandes incêndios com graves consequências ecológicas e socioeconómicas.

Estas ações contribuem para a elevada percentagem de incêndios em Portugal Continental com causa humana (cerca de 98%). O ICNF defende que é “urgente uma alteração de comportamentos na sociedade de modo a que possam ser realizadas as mesmas práticas, mas com um menor risco, ou seja, com uma menor probabilidade de originar incêndios rurais”.


Fonte: Público

Imagem de destaque: Retirada do site “radiohertz

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