Primeira edição do “Atlas de Mamíferos de Portugal” está concluída

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A primeira edição do “Atlas de Mamíferos de Portugal” já está terminada e encontra-se disponível online para consulta.

A elaboração deste Atlas nasceu no seio de um projeto de investigação concedido no âmbito do programa Investigador FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia). O projeto inclui a análise de padrões biogeográficos dos vertebrados terrestres da Europa Ocidental, com especial incidência na Península Ibérica. Em contraste com os restantes países, verificou-se que faltava informação sobre a distribuição dos mamíferos em Portugal.

Nesse sentido, surgiu a necessidade de compilar e mapear os registos disponíveis de presença de mamíferos em Portugal, agora disponível para todos os interessados, sob a forma de um Atlas.

Na elaboração desta 1ª edição, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, contou ainda com apoio do CIBIO da Universidade de Évora

Principal objetivo

O Atlas com a distribuição dos mamíferos de Portugal foi publicado no final do ano 2017 e neste momento está a decorrer uma recolha de dados adicionais para a 2ª edição.

A primeira edição pretende estimular a continuação da recolha de dados, particularmente das zonas onde visivelmente ainda falta informação, de forma a publicar uma 2ª edição mais completa e duradoura.

Sabia que Portugal tem 87 espécies de mamíferos?

Em Portugal vivem 47 espécies de mamíferos terrestres.

Uns alimentam-se de insetos, como o ouriço-cacheiro, a toupeira ou o musaranho-de-água e outros são roedores, como o esquilo-vermelho.

Existem ainda 15 espécies de carnívoros, desde o Lobo e Lince Ibérico, até à raposa, ao texugo, à doninha ou a lontra.

A lista dos mamíferos terrestres continua com as espécies herbívoras como o veados, os corços, as cabras-montês e os javalis, e ainda as lebres e os coelhos-bravos.

No oceano conhecem-se 29 espécies de mamíferos. As águas nacionais são o território de golfinhos, cachalotes, baleias-azuis, orcas e baleias-comuns.

Existem ainda espécies que já se extinguiram ou cuja ocorrência ainda é duvidosa, como por exemplo: o urso-pardo, o castor-europeu, o lince-europeu, o zebro (burro-selvagem-europeu), o leitão-cinzento e o rato-dos-lameiros.

Márcia Barbosa, investigadora do CIBIO/InBIO da Universidade de Évora e uma das coordenadoras do Atlas de Mamíferos de Portugal, considera que “esta diversidade é relativamente alta, dado o pequeno tamanho do nosso país”.

Esta biodiversidade de espécies, surge porque Portugal beneficia de uma “localização privilegiada numa parte da Europa que foi relativamente poupada pelas temperaturas rigorosas das últimas glaciações, tendo então servido de refúgio a muitas espécies”, explicou a investigadora.

Além disso, “Portugal está também numa zona de transição entre duas grandes regiões climáticas e biogeográficas (a atlântica e a mediterrânica), o que faz com que tenhamos espécies com afinidades ambientais diversas”.

Todos podemos contribuir….sabe como?

De momento, o Atlas de Mamíferos de Portugal tem um total de 94.000 registos para 87 espécies terrestres e marinhas. Mas não está completo, ainda tem espaços em branco.

Todos podemos contribuir registando e enviando dados adicionais de presença (se possível, com informação da data, tipo e localização exata de cada observação) que possam ajudar a melhorar os mapas de distribuição.

Qualquer pessoa pode aceder ao site do Atlas, consultar os mapas atualmente existentes e contribuir com novos registos de que tenha conhecimento, utilizando o formulário de contacto.

Márcia Barbosa, afirma que “qualquer registo é bem-vindo, desde animais atropelados a avistamentos ou vestígios de presença, se possível documentados com fotografias”.

Márcia incentiva também os naturalistas, investigadores e instituições que tenham registos, a enviar para a equipa técnica do Atlas.

O Atlas, que já foi incluído no repositório da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, está organizado em grupos de animais. Para cada espécie há uma ficha com o nome comum (em Português, Inglês e Espanhol); o nome científico; uma fotografia; o mapa da distribuição em Portugal, Espanha, Europa e no mundo; o estatuto de conservação e o número de registos.


A NOCTULA – Consultores em Ambiente realiza várias monitorizações ambientais, nomeadamente Monitorização de Sistemas Ecológicos:

  1. Fito e Zooplâncton
  2. Flora, Vegetação e Habitats
  3. Invertebrados
  4. Herpetofauna (anfíbios e répteis)
  5. Aves
  6. Mamíferos voadores – quirópteros (morcegos)
  7. Mamíferos terrestres
  8. Mamíferos marinhos

Para além da monitorização de Sistemas Ecológicos, a NOCTULA também elabora e implementa planos de gestão para espécies específicas de fauna e flora e medidas de minimização e compensatórias de impactes sobre as mesmas.

Apresentamos-lhe alguns trabalhos desenvolvidos pela NOCTULA neste âmbito:

O Plano de Monitorização dirigido à espécie Murbeckiella sousae na área dos parques eólicos de Seixinhos e Penedo Ruivo (Serra do Marão)

Monitorização da Mortalidade de Aves e Quirópteros (morcegos) no parque eólico da Serra d’el Rei são apenas dois exemplos dos muitos trabalhos realizados pela NOCTULA – Consultores em Ambiente no âmbito da Monitorização de Sistemas Ecológicos.

Caso necessite de algum serviço na área da Monitorização de Sistemas Ecológicos, não hesite em contactar-nos: 232 436 000 ou através do email: info@noctula.pt.


Fontes: atlas mamíferoswilder

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