Novo sistema de inteligência artificial otimiza produção e consumo de energia

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Uma equipa de investigação do INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial e do CINTESIS da Universidade do Porto e da Universidade de Harvard, está a desenvolver um novo sistema de inteligência artificial que pretende ter um impacto significativo na maneira como produzimos, consumimos e distribuímos energia elétrica.

Designado de Self-Stacked Systems, este sistema de inteligência artificial modular é desenhado de maneira a mimetizar o processo de desenvolvimento do cérebro humano, com o objetivo de aumentar a eficiência, diminuir custos e reduzir a pegada ambiental no campo da gestão de eletricidade.

António Ramos, investigador do INEGI e do Laboratório Associado em Energia, Transportes e Aeronáutica (LAETA), explica que “o setor elétrico é complexo, conta com múltiplas fontes de energia, com imprevisibilidade de produção elétrica, com o aumento de consumidores que também são produtores, entre outros fatores, e opera com muitas variáveis. Desafios que vão para além do que as soluções de inteligência artificial que existem atualmente conseguem fazer, pois são pouco flexíveis e lentos a integrar nova informação”. 

Através do novo sistema de inteligência artificial – Self-Stacked Systems, a equipa de investigação responsável pelo projeto pretende “espelhar a maneira como o cérebro humano trabalha”.

Inspirado nas leis do desenvolvimento cognitivo, este sistema prevê a acumulação de conhecimento de forma progressiva e por etapas, de modo a ser possível criar uma biblioteca de competências para resolver problemas complexos. Isto significa que “o treino da máquina e a sua utilização ocorre simultaneamente, ou seja, tal como os humanos, aprende ao mesmo tempo que toma decisões”, explica António Ramos.

Sofia Ferreira Leite, investigadora do CINTESIS acrescenta dizendo que “com esta arquitetura por blocos hierárquicos, vamos ensinar a máquina a refletir sobre si própria, avançar por estádios e a corrigir erros”.

O projeto Self-Stacked Systems foi recentemente selecionado para integrar o HiTechOne, um programa de aceleração e desenvolvimento de negócio para projetos de investigação promissores.

O objetivo futuro consiste em criar uma solução comercializável. Os próximos passos passam por arrancar com o desenvolvimento de casos piloto e aumentar a infraestrutura para conseguir estar a par das exigências do mercado.


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Fonte: INEGI

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