fbpx

Portugal é um dos países com desempenho “elevado” em ranking climático

O primeiro dia da 24.ª conferência da ONU sobre o clima (COP24), que decorreu em Katowice, na Polónia, ficou marcado pela divulgação do relatório sobre desempenho dos países, no âmbito das alterações climáticas.

O relatório intitulado de “Climate Change Performance Index (CCPI) 2019”, alerta para o facto de que poucos países demonstram vontade política para prevenir as alterações do clima no nosso planeta.

Este índice é desenvolvido pela associação de defesa do ambiente alemã Germanwatch, pelo NewClimate Institute e pela Rede Europeia para a Ação Climática – CAN Europe.

As categorias avaliadas são:

  • emissões de GEE (40%);
  • energias renováveis (20%);
  • uso de energia (20%)
  • política climática (20%) – Este ponto é baseado em avaliações de especialistas por ONG’s e grupos de reflexão dos respetivos países.

 

O CCPI também avalia em que medida os países estão a tomar as medidas adequadas em direção às metas estabelecidas pelo acordo de Paris, que consiste em limitar o aquecimento global abaixo dos 2ºC.

De entre os 56 países industrializados abrangidos pelo CCPI, Portugal encontra-se na 17ª posição (um lugar acima quando comparado com os resultados do ano anterior). Na realidade, esse lugar corresponde ao 14.º, isto porque nenhum país alcançou a classificação “muito alto“, deixando o pódio vazio.

A decisão de não atribuir a classificação mais alta a nenhum país, deve-se ao facto de a ação climática nacional dos países ainda não estar de acordo com as metas do Acordo de Paris.

A subida de Portugal teve em consideração os seguintes pontos positivos:

  • a representatividade das energias renováveis;
  • as metas ambiciosas para as energias renováveis até 2030;
  • a política climática ligada ao objetivo de se tornar neutro em carbono até 2050 e eliminar o uso de carvão do mix energético até 2030;
  • apoio à meta europeia de emissões zero em 2050.

 

Como indicador negativo o relatório aponta para um fraco desempenho no que diz respeito à redução das emissões em setores como os edifícios e os transportes e aconselham mais investimento nos transportes públicos e na mobilidade elétrica.

Apesar da subida, esta não é a melhor classificação de Portugal no ranking do CCPI. No índice de 2017 (elaborado em 2016), Portugal atingiu o 11.º lugar, que na realidade era um 8º lugar, pois os 3 primeiros lugares também não foram atribuídos.

O ranking continua a ser liderado pela Suécia que ocupa o 4.º lugar, em 5.º encontramos Marrocos, “pelo seu significativo aumento no peso das renováveis e pela sua ambição climática e a terminar o pódio encontra-se a Lituânia.

Indicadores marcantes

Alemanha voltou a descer na classificação para a 27.ª posição por culpa da falta de implementação das políticas nacionais como a eliminação do carvão ou a descarbonização do setor dos transportes.

Por sua vez, a regulação das emissões da indústria e edifícios e o regime de apoio às energias renováveis valeram uma subida considerável à China, que se encontra agora no grupo dos países com desempenho médio.

O relatório atribuiu o 59º lugar (penúltima posição do índice) aos EUA devido ao recuo das políticas e desregulação na área climática, especialmente pela declaração de saída do Acordo de Paris e pelo desmantelamento do seu Plano de Energia Limpa. A avaliação da política continua em baixa, especialmente no que se refere à diplomacia climática nacional e internacional.

No entanto, os especialistas climáticos apontam sinais positivos a um nível infranacional, com cidades e estados a assumirem uma forte ambição na ação climática, através da criação da US Climate Alliance.

A União Europeia (UE), única entidade supranacional avaliada, que representa 9% das emissões globais de GEE, subiu para o 16.º lugar devido à ambição crescente da sua política climática, importante quer a nível dos Estados-Membros, quer a nível internacional, especialmente face à retirada dos EUA.

Após um período de estabilidade, as emissões globais de CO2 estão novamente a subir. Os resultados do CCPI indicam que apenas um número reduzido de países começou a implementar estratégias para limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC.

Apesar da “corrida às energias renováveis, o CCPI indica que há falta de ambição política para eliminar rapidamente os combustíveis fósseis.

A elaboração de um plano coletivo para colocar em ação os compromissos assumidos por todos os países do mundo no acordo de Paris, em 2015 é um dos focos da COP24, onde estão presentes diversos líderes mundiais, especialistas, ativistas, pensadores criativos, do setor privado e de comunidades locais.

O primeiro dia ficou ainda marcado pelo alerta dos representantes mundiais, que apelaram aos governos de todo o mundo para que tomem “acções decisivas” principalmente no que diz respeito à redução das suas emissões de dióxido de carbono e à aceleração na transformação da energia de suas economias, abandonando completamente os poluentes dos combustíveis fósseis.

 

Fontes: Ambiente Magazine, Zero

Para consultar o relatório CCPI, clique AQUI

… o que interessa deve ser partilhado!

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Leia a nossa Política de Privacidade para mais informações.