Aprovada Estratégia Industrial e o Plano de Ação para as Energias Renováveis Oceânicas

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No âmbito da estratégia definida para o aproveitamento dos recursos do mar, foi aprovada pelo governo a Estratégia Industrial e o Plano de Ação para as Energias Elétricas Renováveis Oceânicas (EI-ERO), que apresenta de forma sistematizada as orientações políticas e estratégicas para o desenvolvimento do cluster industrial destas novas tecnologias energéticas.

Ocean Energy Strategic Roadmap, elaborado pela Comissão Europeia, destaca que os membros da União Europeia devem mobilizar-se para a criação das condições propícias ao desenvolvimento de tecnologias energéticas oceânicas (ondas, marés e correntes), designadamente através da diminuição:

1) Do risco associado ao investimento,

2) Da simplificação do licenciamento;

3) Do estabelecimento dos melhores locais de teste para as fases de lançamento pré-comercial.

Portugal vem contribuir proativamente para este objetivo europeu com a aprovação da Estratégia Industrial para as Energias Renováveis Oceânicas, apresentando um conjunto de medidas focadas na construção de um novo modelo de rentabilização da I&D e da inovação não só da energia das ondas, como também da energia eólica offshore flutuante.

A operacionalização da EI-ERO está organizada em dois Eixos:

Estimular a Exportação e Investimento de Valor Acrescentado

– Exportar Eólica offshore;

– Atrair investimento para a Energia das Ondas;

– Diversificar e diferenciar com os modelos de negócio dos mercados secundários da energia renovável offshore.

 Capacitar a Indústria Diminuindo os Riscos

– Reduzir o risco tecnológico com os Port Tech Clusters-Energias Renováveis Oceânicas;

– Reduzir o risco do financiamento promovendo a articulação entre os mecanismos públicos e privados;

– Reduzir o risco regulatório com Zonas-Piloto Competitivas: aprofundar a simplificação do licenciamento;

Energia Eólica Offshore Flutuante

No final de 2015, a capacidade instalada total de energia eólica offshore era cerca de 12 GW, sendo que cerca de 91 % (11 GW) se localizavam na costa de onze países europeus. Globalmente, o Reino Unido é o maior mercado atual de energia eólica offshore e representa mais de 40 % da capacidade instalada, seguido pela Alemanha com 27 % (GWEC, 2015).

Atualmente, quase toda a capacidade instalada de energia eólica offshore utiliza sistemas convencionais de estruturas fixas implantadas relativamente perto da costa ((menor que) 30 km) e em águas pouco profundas ((menor que) 40 m).

Espera-se que num futuro próximo o número de locais disponíveis em águas pouco profundas se torne escasso, limitando o crescimento da indústria. Em resposta a este desafio, a resposta reside no desenvolvimento de estruturas fixas para águas intermédias (40 a 60 m) e flutuantes (acima de 50 m de profundidade), com o objetivo de explorar as melhores condições de vento que existem em águas mais profundas e mais afastadas da costa ou de afastar as turbinas suficientemente da costa para mitigar o seu impacto visual.


Já conhece o Projecto Windfloat Atlantic: Primeiro Parque Eólico marítimo em Portugal?


Portugal é caracterizado por uma vasta zona costeira e possui atualmente uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa.

A energia renovável oceânica é crucial para descarbonizar o sistema mantendo a segurança energética e possuem potencial para fornecer 25 % da eletricidade consumida em Portugal anualmente (27 milhões barris de petróleo equivalentes/ano), contribuindo desta forma para a construção de uma segurança energética sustentável. 

Para além de diminuire em 20 % as importações de energia, também evitam as emissões anuais de 8 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Portugal tem sido pioneiro no desenvolvimento das energias renováveis oceânicas, com o sucessos recentes de três tecnologias inovadoras:

1) O teste da tecnologia de energia das ondas Waveroller na costa de Peniche, um projeto liderado pela empresa finlandesa AW Energy, que em conjunto com entidades de I&D e industriais portuguesas, durante 4 anos concebeu e testou um protótipo de 300 kw com sucesso, tendo fornecido eletricidade à rede nacional durante esse período.

2) O teste da tecnologia de energia eólica offshore flutuante Windfloat na zona Aguçadoura, projeto liderado pela empresa elétrica portuguesa EDP. Depois de um teste pré-comercial do protótipo de 2 MW bem-sucedido, a tecnologia Windfloat conseguiu financiamento da Comissão Europeia e de fontes privadas para a criação de um parque eólico offshore flutuante com três turbinas de 8 MW em Viana do Castelo, o qual terá um cabo elétrico offshore ligado à rede nacional.

3)  A fabricação por empresas portuguesas, da tecnologia de energia das ondas Corpower, de origem sueca, a qual se encontra atualmente em testes no offshore desse Estado Membro da União.

Estes resultados demonstram que Portugal possui imenso potencial, para se afirmar como um local de eleição para a concretização do potencial das energias renováveis oceânica.

A aposta nas energias renováveis oceânicas é uma medida política racional na vertente ambiental, sendo de também fundamental na construção da competitividade para um crescimento sustentável.

Este setor emergente poderá gerar, até 2020, 254 milhões de euros em investimento, 280 milhões de euros em valor acrescentado bruto, 119 milhões de euros na balança comercial e 1500 novos empregos.

O desenvolvimento das energias renováveis oceânicas irá decorrer de forma integrada com a estratégia dos Port Tech Clusters, plataformas de aceleração tecnológicas das indústrias avançadas do mar na rede portuária portuguesa.

O grande objetivo estratégico é a criação de um cluster industrial exportador das energias renováveis oceânicasenergia eólica offshore flutuante e energia das ondas – competitivo e inovador, assente na criação novas especializações na indústria naval portuguesa e na afirmação da rede portuária nacional como motor da nova economia do mar.

Fontes: DRE

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