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Relatório IPCC: ONU faz alerta urgente sobre os impactos negativos das alterações climáticas

O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC sigla em inglês) divulgou recentemente o mais completo relatório científico mundial sobre as alterações climáticas – Relatório Alterações Climáticas 2021.

O relatório foi apresentado publicamente numa conferência de imprensa virtual, no âmbito da 6.ª avaliação das alterações climáticas, cujo objetivo consiste em analisar e aprovar o documento de avaliação que explica porque estão a ocorrer fenómenos climáticos extremos em várias partes do mundo.

O IPCC, organismo criado pela ONU, faz a publicação deste tipo de relatórios a cada 6/7 anos. O anterior relatório foi divulgado em 2014 e serviu de base para as discussões que conduziram ao Acordo de Paris.

Já este novo relatório, com um atlas interativo que mostra os cenários climáticos futuros (com aumentos de 1,5ºC, 2ºC, 3ºC e 4ºC) e os seus impactos na temperatura e precipitação, servirá de base científica para a Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas (COP26), que juntará decisores políticos entre 31 de outubro e 12 de novembro de 2021, em Glasgow, no Reino Unido. Para ajudar os decisores políticos, cerca de um terço do relatório é dedicado à informação climática regional

Msuya Joyce, diretora-executiva do Programa da ONU para o Meio Ambiente, realçou que o relatório de 2021 dará ao mundo uma melhor compreensão sobre os fenómenos extremos e sobre o impacto da pandemia da covid-19 nas alterações climáticas e na poluição do ar. Msuya Joyce acredita ainda que este documento possa estimular “uma ação global” à medida que se aproxima a COP26.

O Relatório Alterações Climáticas 2021 foi elaborado com base em 14.000 artigos científicos, tendo trabalhado quantidades massivas de dados. Contou a participação de 234 autores de 65 países e recebeu 78.000 comentários de peritos e Governos.

Principais conclusões do relatório

No últimos anos os avanços na ciência permitem obter uma imagem mais clara de como funciona o sistema climático e de como as atividades humanas o afetam.  

Neste relatório foram avaliados 5 cenários para o futuro e em todos eles, o planeta vai chegar ou ultrapassar o aumento de 1,5ºC de temperatura média.

Segundo os autores, este relatório tem três mensagens principais:

  • as atividades humanas estão a causar as alterações climáticas e a tornar fenómenos climatéricos mais frequentes, extremos e graves;
  • as alterações climáticas estão a afetar todas as regiões do nosso planeta;
  • é preciso reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) de forma rápida, forte e sustentada para travar o aquecimento global.

Valerie Masson-Delmotte (co-responsável pelo Grupo de Trabalho), afirmou que este relatório mostra claramente que “a menos que hajam reduções das emissões de GEE imediatas, rápidas e a larga escala, estará fora do nosso alcance limitar o aumento do aquecimento a 1,5ºC. O objetivo é atingir um aumento de 1,5ºC para bem da Humanidade e da Biosfera, mas em vez disso vamos a caminho dos 3ºC”.

Segundo Valerie, as atuais medidas não são suficientes para travar o calor extremo, a perda de capacidade na produção alimentar, os incêndios, o aumento do nível do mar, a crise dos refugiados do clima e os impactos na economia mundial e na biosfera.

Neste relatório, os peritos olharam para todos os gases que afetam o clima e confirmaram que as emissões causadas pelos humanos são o maior causador do aquecimento global. A maioria do CO2 emitido vem da queima dos combustíveis fósseis.

Ainda temos hipóteses de travar os impactos negativos das alterações climáticas?

O relatório mostra que é possível limitar o aquecimento global em poucas décadas, mas para isso, é necessário reduzirmos rapidamente as emissões, limitar o uso dos combustíveis fósseis e parar com a desflorestação

Os autores deste relatório consideram que se atingirmos as zero emissões líquidas à escala mundial em 2050, é possível manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC. Consequentemente a temperatura poderá baixar gradualmente para cerca de 1.5ºC no final deste século.

No entanto, há mudanças que vão continuar por centenas ou milhares de anos, como por exemplo: a subida do nível do mar, o degelo dos glaciares e a redução do gelo e neve no Ártico. 

Fontes: Expresso; Wilder; IPCC

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