Estratégias de Reflorestação para a recuperação da área florestal ardida

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Durante os últimos anos, Portugal tem vindo a ser completamente massacrado pelo flagelo dos incêndios florestais. Segundo os dados mais recentes do sistema europeu de informação sobre fogos florestais, EFFIS, a área ardida em Portugal em 2017 supera já os 500 mil hectares.

Dados da Global Forest Watch indicam que Portugal está no quarto lugar entre os países do mundo com a maior taxa de desflorestação. A Quercus afirma que “entre 2001 e 2014, Portugal perdeu 566.671 hectares de floresta e, entre 2001 e 2012, ganhou 286.549 hectares, o que revela menos 280.122 hectares de área florestal”.

Além dos impactos desta “catástrofe” para as populações, com um elevado número de vítimas mortais, os incêndios causaram ainda uma grande destruição na natureza. Houve uma destruição de todos os ecossistemas florestais. Árvores, arbustos e plantas com interesse para a biodiversidade e um grande número de mamíferos, aves e insetos sofreram as consequências dos incêndios.

Com o aquecimento global a fazer-se sentir cada vez mais, torna-se necessário adotar estratégias de prevenção contra o risco de incêndios de grandes proporções. Devem-se evitar riscos como, por exemplo, fazer fogueiras, queimadas, ou lançar foguetes, principiante no período de verão compreendido entre junho a setembro/outubro.

Domingos Patacho da direcção nacional da Quercus, salienta que é importante sensibilizar a sociedade para o que se pode fazer para evitar incêndios e ajudar a recuperar a floresta com medidas a aplicar, em caso de ser necessário proceder a uma reestruturação da área florestal ardida.

Estatísticas do sistema de informação sobre fogos da União Europeia. Unidade: hectares

O que fazer com todos os terrenos ardidos?

Conheça algumas das propostas apresentadas pela Quercus:

1) Perante um terreno florestal devastado pelas chamas, a primeira coisa a fazer é “cortar a madeira queimada”. Pode haver árvores que consigam “rebentar novamente, já que aumenta a viabilidade da árvore”.

2) A seguir ao corte é preciso voltar a reflorestar, através de um reordenamento adequado. Por exemplo, deve-se evitar plantar árvores da mesma espécie muito juntas umas das outras ou perto das linhas de água.


Para saber quais as espécies de árvores autóctones mais adequadas para a sua região, deve contactar as associações de produtores florestais do seu concelho. São elas que estão na linha da frente e podem esclarecer dúvidas, dar ideias e sugestões do que deve plantar. Pode ainda contactar o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e as associações locais de defesa do Ambiente.


3) Para quem tiver de reflorestar terrenos com mais de 1 hectare, Domingos Patacho refere que “vale a pena consultar fundos comunitários que o podem ajudar”, como por exemplo: o Programa de Desenvolvimento Rural 2020, mais especificamente a Operação 8.1.5, relativa à “Melhoria da resiliência e do valor ambiental das florestas”.

4) Para áreas mais pequenas, por exemplo, com meio hectare, é mais simples que os proprietários comprem as árvores em viveiros privados e plantem.

5) Fazer uma gestão da regeneração natural, mas apenas “se tiverem permanecido árvores vivas no terreno” que possam dar semente.

Projeto  “Uma Árvore pela Floresta”

Como posso contribuir?

A Quercus em parceria com os CTT, desenvolveram o projeto Uma Árvore pela Floresta uma iniciativa desenvolvida com o objetivo de plantação de árvores de espécies autóctones em Portugal.

Este projeto pretende promover a criação de florestas autóctones, que oferecem uma maior resistência à propagação dos incêndios e são as que mais amenizam o clima, promovem a biodiversidade e protegem a nossa paisagem, a água e os solos.

Os portugueses têm a oportunidade de contribuir e oferecer uma árvore autóctone (Amieiros, medronheiros, castanheiros, freixos, azevinhos, carvalhos, sobreiros e sabugueiros, etc) ao país através de um donativo de 3€.

Até 31 de Dezembro (*prazos da campanha foram alargados), é possível ajudar a reflorestar Portugal e o donativo é recompensado com uma árvore de cartão reciclado, reproduzindo uma espécie que muda todos os anos (este ano é uma azinheira), com um código que permite acompanhar a evolução da árvore real correspondente.

A árvore escolhida será plantada até à Primavera de 2018 e será cuidada durante 5 anos.

Este ano também o concelho de Castanheira de Pera será incluído na lista de zonas intervencionadas. Desta forma, o projeto contribuirá para ajudar uma das áreas mais afetadas pelos incêndios do passado mês de junho.

Como posso contribuir?

Compre um Kit “Vale uma Árvore” numa loja CTT ou na  loja online.

Para saber mais informações sobre o projeto, clique aqui.


A NOCTULA – Consultores em Ambiente elabora e implementa planos de gestão para espécies de fauna e flora e medidas de minimização/compensação de impactes sobre as mesmas.

Plano de Monitorização dirigido à espécie Murbeckiella sousae na área dos parques eólicos de Seixinhos e Penedo Ruivo (Serra do Marão), assim como o Plano de Florestação e Monitorização para o Parque Eólico de Mirandela, foram alguns dos trabalhos realizados pela NOCTULA – Consultores em Ambiente neste âmbito.

Caso necessite deste tipo de serviços, não hesite em contactar-nos: 232 436 000 ou através do email: info@noctula.pt.

Fonte: WilderInstalador

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