“Hidroeletricidade em Portugal” em debate para assinalar o Dia Nacional da Água

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No dia 1 de Outubro, início do ano hidrológico, comemora-se o Dia Nacional da Água. Para assinalar este dia, a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis organizou um debate com tema dedicado à “Hidroeletricidade em Portugal”. O evento realizou-se no Instituto Superior Técnico (IST), no dia 3 de outubro.

As centrais hídricas têm muita importância para o nosso país e, neste âmbito, a APREN pretendeu através deste debate, promover e aprofundar o diálogo com as universidades e outros stakeholders, chamando a atenção para a importância da água como fonte de energia renovável. O painel de oradores contou com António Sá da Costa (Presidente da APREN), representantes do IST, da Iberdrola e da EDP.

António Sá Costa defende que “uma grande fatia da produção eléctrica nacional tem origem hídrica, representando 25% da eletricidade consumida em Portugal. Refere ainda, que até Agosto deste ano, a energia hídrica representou 15% do total do consumo interno.

O debate abordou os seguintes temas:

  1. O setor da eletricidade renovável em Portugal (representante da APREN),
  2. FIThydro – Fishfriendly Innovative Technologies for HYDROpower (representante do IST),
  3. Os aproveitamentos hidroelétricos da EDP em Portugal (representante da EDP),
  4. O Sistema Eletroproductor do Tâmega (representante da Iberdrola).

As centrais hídricas são o modo mais eficiente de gerar eletricidade e contribuem para a estabilidade do sistema elétrico.

A construção destes aproveitamentos hidráulicos estende-se desde a necessidade de eletrificação do país ao abastecimento de água. São também importantes para a regularização de caudais e controlo das cheias, para a rega de culturas agrícolas, navegação fluvial, combate a incêndios, constituição de reservas estratégicas de recursos hídricos e atividades turísticas e recreativas.

 Vantagens das Centrais Hidroelétricas

1) Fonte de energia renovável, utilizável nos cursos de água portugueses.

2) Produz energia limpa. Não produz gases com efeito de estufa nem outros agentes poluentes (cinzas, materiais radioativos, outros resíduos).

3) Contribui para a redução da dependência energética exterior, materializada na menor importação de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão).

4) Evita por cada MWh de energia elétrica de origem hídrica produzida, com base em valores de 2015/2016, a emissão de 0.37 toneladas de gases com efeito de estufa, que resultaria da utilização alternativa de combustíveis fósseis.

5) Contribui para que Portugal atinja os compromissos e metas internacionais, nomeadamente estabelecidas no Protocolo de Quioto, no Acordo de Paris e na legislação comunitária (Directiva 2009/28/CE).

6) Complementa as outras formas de produção de energia eléctrica, contribuindo para a diversificação e disseminação dos meios de produção.

7) Promove a criação de postos de trabalho de diversa tipologia, tanto durante a fase construção como durante a fase de operação e manutenção e a criação de novas infra-estruturas locais.

8) Contribui para a estabilização da energia colocada na rede elétrica, permitindo que esta responda rapidamente a picos de procura e a quebras substanciais.

Monitorização visual da população piscícola e da qualidade da água – Aproveitamento Hidroelétrico Pego Negro

Projetos NOCTULA na área da Energia Hídrica

A NOCTULA – Consultores em Ambiente já desenvolveu vários estudos ambientais na área da energia hídrica.

Foi responsável por projetos como:

1) Estudo de quirópteros (atividade noturna e ocupação de abrigos) no âmbito da elaboração do Relatório de Conformidade Ambiental do projeto de Execução (RECAPE) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão. Este trabalho permitiu definir medidas compensatórias e/ou de minimização dos impactes que o Aproveitamento Hidroeléctrico terá nestas espécies de morcegos.

2) Estudo da recuperação da conectividade fluvial e da qualidade ecológica da bacia hidrográfica principal da ribeira de Santa Natália, no âmbito da fase de exploração do Aproveitamento Hidroeléctrico de Pego Negro.

3) Processo de autorização da limpeza e implementação das medidas minimizadoras dos impactes do esvaziamento nas populações piscícolas,  no âmbito do Aproveitamento Hidroelétrico Pego Negro.

4) Inventariação e Cartografia de Manchas de Espécies Exóticas Invasoras e Monitorização de Toupeira-de-água com câmaras de “vídeo-armadilhagem, no âmbito do Aproveitamento Hidroelétrico do Mel.

5) Enquadramento Técnico das Condicionantes Ambientais do processo de licenciamento, no âmbito de um Aproveitamento Hidroelétrico em Sever do Vouga.

6) Desenvolvimento da matriz base do processo de EcoAuditoria da Bacia Hidrográfica do rio Douro.

Fonte: APREN
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