Parque Natural de Montesinho vai ter o primeiro mapa de extinção de espécies de fauna e flora

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Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) vão desenvolver pela primeira vez um mapa geral de extinção das espécies do Parque Natural de Montesinho. Através do recente projeto MontObEO, os investigadores vão utilizar metodologias inovadoras para avaliar o risco de extinção da flora e fauna deste parque situado no nordeste de Portugal.

Neftalí Sillero, investigador no Centro de Investigação em Ciências Geo-Espaciais (CICGE) da FCUP e técnico responsável pelo projeto, explica que o método utilizado pela equipa técnica “vai avaliar como a qualidade dos habitats preferidos por cada espécie em estudo, muda ao longo do tempo. Isto é feito através de séries temporais de modelos de distribuição potencial das espécies que usam as imagens de satélite como fonte de dados ambientais”.

De acordo com o comunicado divulgado pela FCUP, o objetivo passa pela construção de um sistema de alerta precoce, utilizando séries temporais obtidas a partir de dados de Deteção Remota por Satélite e modelos de nicho ecológico (ENMs), para identificar alterações na qualidade dos habitats. Desta forma, será possível estimar o risco de extinção das espécies ao longo do tempo e do espaço.

Ainda segundo Neftalí Sillero, “o output principal vai ser um mapa geral de extinção para todo o parque considerando todas as espécies em estudo. A outra grande vantagem deste método é que pode ser adaptado a qualquer área de estudo (o planeta inteiro, por exemplo) e a qualquer período de tempo sempre que haja imagens de satélite disponíveis”.

O Observatório da Biodiversidade de Montesinho fornecerá novos dados sobre o estado de conservação da flora e fauna no Parque Natural de Montesinho, ao nível das espécies, e especialmente dos habitats raros, mas também por grupo taxonómico e ao nível da conservação.

“Juntando todos os modelos de espécies, iremos identificar as áreas do Parque Natural de Montesinho sob maior pressão. Essas áreas deverão ser as mais importantes para a aplicação de medidas de conservação”, afirma o investigador da FCUP.

Para a implementação de medidas, os resultados estarão disponíveis para toda a comunidade, sejam políticos ou outras pessoas com responsabilidades de conservação.

 Parque Natural de Montesinho

O Parque Natural de Montesinho é um dos maiores parques naturais do país. Situa-se no Nordeste Transmontano e tem uma dimensão de cerca de 75 mil hectares. Foi reconhecido como Parque Natural, em 1979.

Fauna

Este parque natural encontra-se entre as áreas de montanha mais importantes para a fauna a nível nacional e europeu. Uma parte significativa da fauna terrestre portuguesa está aqui representada, contando-se cerca de 250 espécies de vertebrados e reconhecendo-se uma elevada riqueza e diversidade também de invertebrados.

Destaca-se a presença do Lobo-Ibérico (Canis lupus), do veado (Cervus elaphus), da corça (Capreolus capreolus), da toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), do gato-bravo (Felis silvestris), do morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum) e do rato-dos-lameiros (Arvicola sapidus). Há ainda cerca de 160 espécies de aves, incluindo a águia-real (Aquila chrysaetos) e a cegonha-preta (Ciconia nigra).

Lobo-Ibérico (Canis lupus) – Fonte: flickr

Flora

Os urzais, estevais e giestais, vulgarmente apelidados de matos, ocupam amplos territórios de solos abandonados pela agricultura, orlas de bosques ou terrenos antes ocupados por árvores autóctones. Os matos são biótopos de extrema importância para diversas espécies da fauna selvagem.

Os soutos de castanheiros representam a maioria dos terrenos agrícolas, ocupando vastos territórios que são de extrema importância para a biodiversidade do parque. Os bosques de azinheira, conhecidos por sardoais, ocorrem nas áreas menos elevadas do parque, e finalmente, os bosques de carvalho-negral são um dos principais tipos de vegetação arbórea autóctone que ocorre no Parque.


NOCTULA – Consultores em Ambiente realiza várias monitorizações ambientais, nomeadamente Monitorização de Sistemas Ecológicos:

  1. Fito e Zooplâncton
  2. Flora, Vegetação e Habitats
  3. Invertebrados
  4. Herpetofauna (anfíbios e répteis)
  5. Aves
  6. Mamíferos voadores – quirópteros (morcegos)
  7. Mamíferos terrestres
  8. Mamíferos marinhos

Alguns trabalhos realizados pela nossa equipa no âmbito da Monitorização de Sistemas Ecológicos:

  1. Monitorização da Mortalidade de Aves e Quirópteros (morcegos) no parque eólico da Serra d’el Rei
  2. Monitorização da Toupeira-de-Água com câmaras de “vídeo-armadilhagem”– Aproveitamento Hidroelétrico do Mel
  3. Monitorização de Avifauna – Parque Eólico da Maunça (fase de construção)
  4. Monitorização de Aves e Quirópteros – Sobreequipamento do Parque Eólico Pena Suar
  5. Monitorização de Flora e Habitats na Subconcessão rodoviária do Pinhal Interior,
  6. Plano de Monitorização dirigido à espécie Murbeckiella sousae, espécie endémica de Portugal continental.

Caso necessite de algum serviço na área da Monitorização de Sistemas Ecológicos, não hesite em contactar-nos: 232 436 000 ou através do email: info@noctula.pt


Fontes: noticias.up, amontesinho; Wilder

Imagem de destaque: Retirada do site amontesinho.

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