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Energia solar e agricultura unidas pela sustentabilidade e aproveitamento dos solos

O conceito de Agrivoltaico, ou seja, a integração no mesmo terreno da produção de eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos e produções agrícolas, surgiu pela primeira vez em 1982, tendo em consideração de que uma expansão massiva da tecnologia fotovoltaica aumentaria o consumo de terras agrícolas, um recurso fundamental para inúmeros serviços ecossistémicos.

O atual contexto político e económico favorável a uma rápida expansão das energias renováveis e a crise ambiental e climática que enfrentamos, tem criado condições favoráveis ao desenvolvimento e difusão das tecnologias agrivoltaicas.

De acordo com o Plano Nacional Energia-Clima (PNEC) 2030, as energias renováveis deverão representar 47% do consumo elétrico nacional em 2030, estando previsto um aumento da capacidade instalada até aos 28,8 GW. Com o crescimento a fazer-se sobretudo através na energia solar, que representará 1/4 da geração renovável, o PNEC prevê um reforço de 8,1 e 9,9 GW até 2030. Estes objetivos foram delineados também em consonância com a meta estabelecida no Roteiro para a Neutralidade carbónica 2050.

De forma a dar resposta à crescente procura pela energia solar como um elemento-chave na estratégia de transição energética, tem surgido um pouco por todo o mundo, diversos projetos agrivoltaicos que têm em consideração preocupações ambientais relacionadas com o uso sustentável dos solos.

Combinar painéis solares e agricultura otimiza a produção

Um estudo realizado por investigadores da Oregon State University, nos EUA, publicado na revista científica Nature, afirma que há um enorme potencial para a energia solar e a agricultura trabalharem juntas, fornecendo energia limpa e promovendo o aproveitamento sustentável dos solos para uso agrícola.

O estudo concluiu que os painéis solares podem criar um microclima de arrefecimento que melhora as condições de várias culturas agrícolas, podendo aumentar o seu rendimento e produtividade. Concluíram ainda, que o mesmo efeito de arrefecimento pode também melhorar a eficiência energética dos painéis solares.

Vantagens dos sistemas agrivoltaicos
  • Redução da emissão de gases de efeito estufa no setor agrícola;
  • O uso do terreno tanto para agricultura quanto para a produção de energia alivia a pressão sobre os ecossistemas e a biodiversidade;
  • Estudos indicam que a eletricidade gerada pelos painéis solares aumenta em mais de 30% o valor económico das explorações agrivoltaicas ao melhorar a eficiência e o desempenho dos terrenos.
  • Em regiões mais quentes, a sombra dos painéis pode proteger certo tipo de produções agrícolas, pois reduz a temperatura e evita a evaporação excessiva;
  • O aproveitamento da energia solar em áreas agrícolas favorece também o autoconsumo fotovoltaico dado que as necessidades energéticas dessas explorações podem ser facilmente satisfeitas através da energia gerada;
  • Para os agricultores, o mix entre geração solar e a produção agrícola pode ser também vantajoso, pois garante uma fonte adicional de renda permanente.
Aplicabilidade dos sistemas agrivoltaicos

Os sistemas agrivoltaicos tendem a ter uma maior aplicabilidade em monoculturas de pequena escala, onde não é necessária a utilização de maquinaria pesada. Mas já existem projetos a grande escala com recurso a estes sistemas.

A aplicabilidade destes sistemas é bastante diversa, enumeramos aqui três possíveis aplicações dos sistemas Agrivoltaicos: 

Combinação de produção de energia e produções agrícolas

Neste caso, o terreno é ocupado duplamente. Ou seja, por um lado, através da instalação de painéis solares é possível gerar energia limpa e por outro, em zonas favoráveis à produção agrícola, é possível aproveitar os solos de forma sustentável para produzir por exemplo: frutas, verduras, hortaliças, cereais, etc. 

Produção de eletricidade e pastagens

Em terrenos não cultiváveis ou onde a condições climatéricas são menos favoráveis, é possível usar o solo debaixo dos painéis solares como terreno para os animais pastarem.

Produção de eletricidade, água doce e produtos agrícolas

Este é uma tipologia de uso triplo. A eletricidade gerada pode ser utilizada por exemplo para alimentar uma instalação de dessalinização que produz água para a agricultura e para consumo humano.

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A NOCTULA – Consultores em Ambiente pode apoiar os promotores deste tipo de projetos em várias áreas de intervenção.

Se precisar de apoio, não hesite em contactar-nos: 232 436 000 ou através do email: info@noctula.pt.

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