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Atualização da Lista Vermelha Europeia das Aves

Recentemente, a organização ambiental BirdLife International divulgou a nova atualização da Lista Vermelha Europeia de Aves. Esta é a 4ª avaliação, sendo que as edições anteriores foram lançadas em 1994, 2004 e 2015.

O objetivo desta nova atualização consistiu em avaliar o risco de extinção das 544 espécies de aves que ocorrem regularmente na Europa. A nova Lista rege-se pelas categorias e critérios da Lista Vermelha da IUCN, sendo que o risco de extinção de cada espécie é avaliado de “Menor Preocupação” a “Extinta”.

Os dados foram recolhidos por vários especialistas e voluntários de toda a Europa e baseiam-se em dados relativos ao período de 1980 a 2018, recolhidos em mais de 50 países e territórios, desde a Gronelândia e Islândia às Ilhas Canárias e às Ilhas dos Açores.

Na Europa, 71 espécies de aves estão ameaçadas: 8 espécies estão “Criticamente Em Perigo”, 15 estão “Ameaçadas” e 48 espécies estão em estado considerado “Vulnerável”.

Principais conclusões:
  • 1 em cada 5 espécies de aves na Europa está ameaçada ou quase ameaçada de extinção;
  • 1 em cada 3 espécies de aves na Europa diminuiu nas últimas décadas;
  • Os grupos mais ameaçados são as aves marinhas (mais de 30%), aves aquáticas e aves limícolas (mais de 40%) e aves de rapina (mais de 25%);
  • Habitats marinhos, bem como terras agrícolas, pântanos e pastagens são os habitats com espécies mais ameaçadas e/ou em declínio;
  • 35 espécies (6%) estão quase ameaçadas;
  • 5 espécies ainda estão regionalmente extintas;
  • 1/5 das aves da Europa (103 espécies) são endémicas ou quase endémicas. Destas, 24 espécies estão “Em Perigo” ou “Quase Ameaçadas”.

 

A ave endémica mais ameaçada da Europa é a pardela-balear (Puffinus mauretanicus), seguida do papagaio-do-mar (Fratercula arctica), do tentilhão-azul-de-Gran-Canária (Fringilla polatzeki) e da freira-da-madeira (Pterodroma madeira).

De uma forma geral, a atualização da Lista Vermelha indica que 30% das aves europeias têm populações em declínio, 23% estão estáveis, 21% estão a aumentar e 26% têm tendências populacionais desconhecidas.

Pode consultar detalhadamente a nova Lista Vermelha Europeia das Aves, AQUI.

Micheal O’Briain, vice-director da Unidade de Natureza da Direcção Geral do Ambiente da Comissão Europeia, em análise à nova atualização, afirma que “a conservação que se faz hoje não chega para proteger as aves das ameaças que enfrentam. É insuficiente, incompleta e a uma escala demasiado pequena”.

Os principais impulsionadores do declínio das populações de aves nos habitats europeus:

  • Alterações no uso do solo;
  • Práticas agrícolas intensivas;
  • Superexploração dos recursos marinhos;
  • Poluição das águas;
  • Práticas florestais insustentáveis;
  • Abate ilegal;
  • Espécies exóticas invasoras;
  • Alterações climáticas.
Mas também há boas notícias!

O estado de conservação do Milhafre-real (Milvus milvus), do o Grifo (Gyps fulvus) e do Priolo dos Açores (Pyrrhula murina) melhoraram significativamente. Estas são duas notáveis ​​histórias de sucesso de projetos de conservação, que mostram que abordagens direcionadas para a recuperação de espécies funcionam.

Fontes: Wilder; birdlife

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Metodologias:

  1. Censos de aves (transectos, pontos fixos, método dos mapas, emissão de vocalizações conspecíficas (também designado por “chamamentos de aves noturnas”));
  2. Bioacústica (monitorização e avaliação do impacte do ruído e da perturbação em bioindicadores);
  3. Radio-tracking e seguimento por satélite.

 

Conheça alguns dos trabalhos já realizados neste âmbito:

 

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