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O papel do hidrogénio verde nos transportes

Além das muitas vantagens que o hidrogénio (H2) oferece para a indústria e para a produção energia, também nos transportes terá um papel importante a desempenhar. O H2 será com certeza um dos principais motores do futuro, principalmente para os setores mais dependentes dos combustíveis fósseis.

Para Portugal, alcançar a neutralidade carbónica em 2050 implica uma redução significativa das emissões de GEE, que se traduz numa trajetória de redução de -45% a -55% em 2030, -65% a -75% em 2040 e -85% a -90% em 2050.

O setor dos transportes é um dos setores com maior importância em termos das emissões nacionais de GEE e por isso, espera-se uma redução muito significativa das emissões até 2050. Mas, para promover a descarbonização deste setor e cumprir com a trajetória de redução de emissões, os combustíveis fósseis serão progressivamente substituídos por eletricidade, biocombustíveis avançados e hidrogénio.

De acordo com Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2), o contributo do hidrogénio para a descarbonização deste setor será mais significativo ao nível do transporte pesado de passageiros, pela introdução de autocarros a hidrogénio, no transporte de mercadorias, incluindo o transporte logístico urbano e na ferrovia onde existe um potencial para o reforço e expansão de troços onde seria necessário um investimento na eletrificação de linhas, nomeadamente troços atualmente desativados.

Também ao nível do transporte marítimo existe potencial para o hidrogénio surgir como opção para a descarbonização.

No caso dos veículos ligeiros, com destaque para táxis, frotas de empresas e mobilidade partilhada, é expectável que o hidrogénio possa começar a ser uma opção cada vez mais interessante, à medida que as novas tecnologias otimizam o ‘custo-eficiência’ face à opção elétrica a bateria e surjam no mercado mais opções, complementada por uma rede de estações de abastecimento.

Na aviação, que representa milhões de litros de combustível gastos por dia e a necessidade de energia suficiente para percorrer milhares de quilómetros, faz com que as companhias aéreas também estejam de olhos postos no hidrogénio. Exemplo disso é a Airbus que já apresentou três conceitos de aviões com propulsão baseada em H2 como solução para utilização comercial até 2035. 

Um estudo realizado pela Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio (APPH) indica que em “2050 Portugal consumirá 245 mil toneladas de H2 verde, suficiente para abastecer cem mil veículos”.

O estudo refere ainda que “o hidrogénio pode chegar a representar 14% do consumo de energia em Portugal”. Em 2040, 40% dos novos carros no país serão movidos a hidrogénio, 40% terão baterias elétricas e apenas 20% continuarão a ser abastecidos por combustíveis fósseis.

green hydrogen h2 letters hovers over a freh meadow with blue sky

Embora as vantagens ambientais sejam similares aos veículos elétricos, os veículos a hidrogénio poderão manter duas características práticas dos veículos a gasolina: um tempo de reabastecimento muito curto e uma autonomia maior.

O principal desafio para a integração do hidrogénio verde no setor dos transportes passa pela integração de uma rede de reabastecimento.

No entanto, o potencial do hidrogénio levará a que diversos países, com o objetivo de atingir as metas climáticas e de descarbonização, criem planos de financiamento que permitam a criação de postos de serviço de hidrogénio, do mesmo modo em que há, atualmente, para a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos.

Apesar dos desafios, o hidrogénio verde irá desempenhar um papel importante em todos os setores, desde a eletricidade, a transportes, a aquecimento e arrefecimento, contribuindo no seu conjunto para alcançar a meta global de renováveis de um modo mais eficiente, complementando a eletrificação, que se mantém como prioridade.

No caso do setor da eletricidade, o hidrogénio desempenhará um importante papel enquanto solução de armazenamento, em particular no armazenamento de longa duração, permitindo níveis mais elevados de incorporação de renováveis e descarbonizar centrais termoelétricas a gás natural, essenciais à manutenção da segurança do abastecimento.

No setor dos transportes, os últimos anos têm sido marcados pela aposta na promoção de veículos elétricos, que tem levado a uma mudança profunda na forma como as pessoas encaram a mobilidade. A integração do hidrogénio verde neste setor será uma das soluções alternativas e complementares à mobilidade elétrica a bateria.

Sendo a mobilidade uma das atividades mais poluentes, a substituição dos combustíveis fósseis por alternativas limpas é fundamental e o hidrogénio verde tenderá a ser o caminho.

Imagem de destaque: Plataforma Freepik.

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