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Portugal ultrapassa a marca de 1GW de capacidade solar fotovoltaica operacional

A mais recente estatística da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), revela que Portugal passou a ter 1030 megawatts (MW) de capacidade fotovoltaica, mais 37 MW do que a potência solar reportada no anterior relatório (em setembro 2020).

Com esta evolução o país passou a ter mais de 1 GW de capacidade fotovoltaica operacional, tornando-se assim a terceira fonte renovável com maior relevância energética, atrás da energia hídrica (com 7,1 GW) e da energia eólica (com 5,4 GW).

Pode consultar o relatório completo da DGEG, AQUI.

Com esta capacidade instalada para produção de eletricidade a partir de centrais solares fotovoltaicas, Portugal, confirma a tendência de crescimento desta fonte renovável, que é também aquela que apresenta maiores perspetivas de expansão para os próximos anos.

Para além de 1 GW de capacidade fotovoltaica operacional, Portugal licenciou nos últimos dois anos mais 2 GW, através da realização de leilões solares, havendo ainda outras vias de licenciamento que também deverão ajudar no crescimento do setor. Uma dessas vias de licenciamento prevê acordos em que os promotores assumem o encargo de reforço da rede de transporte de eletricidade operada pela REN – Redes Energéticas Nacionais, como contrapartida pelo direito a ligar à rede grandes centrais solares. Através desses acordos deverão ser viabilizados pelo menos 3,5 GW adicionais.

 

Energia Solar Fotovoltaica em crescimento

As estatísticas da DGEG mostram que ao longo da última década a energia solar esteve em grande crescimento em Portugal, passando de apenas 174 MW em 2011 (dos quais 46 MW pertenciam a uma só central solar) para os atuais 1030 MW.

Em 9 anos Portugal multiplicou por cinco a potência fotovoltaica instalada, o equivalente a um crescimento médio anual superior a 50%.

Até outubro de 2020, a região do Alentejo foi responsável por 49% da produção fotovoltaica nacional. Desde 2014, a DGEG salienta ainda a entrada em funcionamento de 12 centrais fotovoltaicas de concentração, totalizando uma potência de 15 MW.

Neste mesmo período a capacidade eólica do país teve uma evolução bem mais suave, crescendo de 4,4 para 5,4 GW. Já a capacidade hidroelétrica evoluiu de 5,3 GW em 2011 para 7,1 GW em 2020. Os dados da DGEG mostram também que logo atrás das centrais fotovoltaicas se encontram as centrais de biomassa, com 709 MW instalados, mas com perspetivas de crescimento bem mais modestas.

Qual a representatividade do potencial fotovoltaico na nossa eletricidade?

Embora Portugal esteja atualmente a aproveitar melhor o seu potencial solar (tirando partido de uma acentuada redução do custo dos equipamentos fotovoltaicos), esta fonte ainda tem uma representatividade muito baixa no nosso consumo de eletricidade.

Os dados divulgados recentemente pela REN indicam que em 2020, de janeiro a novembro, a energia fotovoltaica contribuiu 3% no consumo de eletricidade em Portugal, contra os 24% da energia hídrica, 24% energia eólica e 7% da biomassa.

Apesar de atualmente existir maior capacidade solar do que a energia produzida através de centrais de biomassa, a realidade é que as centrais fotovoltaicas ainda se encontram limitadas à produção de energia apenas durante o dia, enquanto as centrais de biomassa podem produzir eletricidade a qualquer hora.

No entanto, a concretização dos projetos fotovoltaicos já licenciados irá reforçar o peso da energia solar no volume de eletricidade produzida e consumida em Portugal ao longo dos próximos anos.

Produção solar equivale ao consumo de cerca de 720 mil famílias

Segundo a DGEG, a produção anual das centrais fotovoltaicas (para o período de novembro de 2019 a outubro de 2020) ascende a 1604 gigawatt hora (GWh).

Mas, qual o real significado deste número?

De acordo com dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o consumo médio de cada cliente na baixa tensão normal é de 2.225 kilowatt hora (kWh) por ano (ou 2,2 MWh). Assim sendo, a eletricidade produzida pelas centrais solares em Portugal ao longo dos últimos 12 meses terá coberto o consumo de aproximadamente 720 mil famílias.

Fontes: Expresso, DGEG

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